Isto das corridas é uma coisa estranha

Mais uma prova, mais um insólito, mais uma lição, ou talvez não.

Vejamos... Sábado à noite... Impecável. O gato de pêlos lá em casa também não se deitou cedo, mas também não era tarde.

Pronto para o desafio. Enfrentar os 17km do Fim da Europa era tranquilo. Mais um treino.

 

Domingo... dia da prova. Acordo mal disposto. Muito.

Meio atordoado com aquilo, não dou muita importância. Só percebi quando cheguei ao carro e não consegui conduzir.

 

Ok. Chegamos ao Start, atrasados, e já tinha pensado umas quantas vezes não alinhar na partida.

Antes disso estive a apanhar sol a ver se os sangue aquecia.

Mas vai-se lá saber porquê? As pernas não doíam, eram vómitos em má disposição. Isto há-de passar.

Vai-se lá saber porquê, decidi que começar a prova e depois logo se via.

 

Bom... a partir do km 5 e até ao km 11, desisti pelo menos umas 6 vezes. Estava sempre a desistir. Uma sequência de má disposição que vinha e que ia.

Mas a Carla Rebelo lá estava. Em nenhum momento a Carla disse para eu continuar, ou que iria conseguir terminar a prova na boa, ou que era só mais um raio de um bocadinho.

Eu não vou nessas conversas. Se não tivermos o discernimento suficiente para saber quando parar mesmo ou se somos ou não capazes, então devemos mesmo parar. 

Os incentivos são bons sim. Mas onde eu sinto mesmo o incentivo é na atitude de alguém estar ali e as palavras as vezes tornam-se ocas.

 

Posso dizer que foi um esforço terrível para chegar até ao km 11. Quando eu pensaria que as pernas podiam aguentar facilmente 17km, estava enganado.

O corpo é uma sacaninha de uma máquina esperta. Não te dá energia onde ela supostamente não é necessária. E às pernas faltavam forças.

 

Mas que raio... Pensava eu, porque raramente consegui falar como é meu apanágio, é claro que isto é difícil, e agora vais parar?! Se fores fazer os 100km vais ter momentos assim e depois o que vais fazer?! Estás um bocado mariquinhas tu…

 

Lembrei-me de algumas passagens contadas pelo Luís Matos Ferreira, em que ele protegia a perna debilitada, e como conseguia ultrapassar aquilo, km após km. 

Em que ficamos? Foi uma tontaria ter começado a prova. Talvez. Acredito que na vida nada acontece à toa. Temos é que saber ler os sinais.

 

Ao km 11, sai de pista e fui vergar os costados encostado a uma rocha. Aí se doeu. Expulsar alguma da coisa maligna do estomago.

A partir dai a coisa melhorou e ganhei um novo animo até chegar ao fim. 

E também não há dúvida que quando vimos mais uma laranjinha a dar-nos animo melhora bastante a nossa progressão.

 

Falta dizer que, e isto penso que passou despercebido à Rúbelo, que pela segunda vez numa prova, e desde que sou laranjinha, momentos antes da meta me vieram lagrimas aos olhos por ter conseguido terminar.

 

Há quem faça por menos e há quem faça por mais.

Obrigado laranjinhas por estarem lá.

 

Obrigado Carla Rebelo pela paciência, isto começa a ser habito e o habito faz monstros. hehehe

Runabraços


ALMOÇO RUN 4 FUN 2014

No passado sábado, dia 11 de Janeiro de 2015, decorreu mais um encontro anual do Run 4 Fun!

O nosso já tradicional almoço juntou este ano 60 laranjinhas no restaurante “A Tendinha”, onde fomos recebidos com muita simpatia!

 

 

A conversa decorreu animada entre todos durante uma saborosa refeição.

 

 

Após o almoço seguiu-se uma homenagem aos Fundadores do Run 4 Fun, que foram apresentados à geração mais recente e brindados com camisolas personalizadas com a inscrição "Fundador"! :)

 

 

 

Foi então a vez dos júniores terem destaque, tendo subido "ao palco" os novos membros de 2014 e seus respectivos padrinhos/madrinhas.

 

 

Tivemos ainda o prazer de contar com a diáspora Run 4 Fun; foi muito bom tê-los presentes!

 

 

O momento alto do dia foi a entrega dos Prémios Run 4 Fun!

- Prémio Revelação 2014 para a Manuela Machado:

 

 

- Prémio Atleta Feminino 2014 para a Filipa Ferro:

 

 

- Prémio Atleta Masculino 2014 para o Paulo Raposo:

 

 

- Prémio Carreira 2014 para o Luís Matos Ferreira:

 

 

- Prémio Carreira 2014 para o José Carlos Melo:

 

(não há fotos porque o Melo andava, como sempre, a papar kms numa prova qualquer!)

 

Obrigada a todos os que estiveram presentes. Foi um dia muito bem passado, onde esteve sempre presente a amizade que nos une e o espírito único que caracteriza o Run 4 Fun!

 

Para o ano há mais!

 

 

 

 

 

E foi assim que tudo começou...

E tudo começou há precisamente 6 meses atrás quando, depois de um ano a matar a cabeça a trabalhar e estudar ao mesmo tempo (e com o corpo completamente sedentário) decidi recomeçar a correr. Digo recomeçar porque já tinha começado várias vezes no passado, mas nunca com a motivação que agora me move.